[News]Premiada artista Andréia Nhur apresenta curtíssima temporada do solo Mulher Sem Fim no CCSP
Premiada artista Andréia Nhur apresenta curtíssima
temporada do solo Mulher Sem Fim no CCSP
Criado em 2017, o espetáculo já passou por diversas temporadas no Brasil e no exterior, com apresentações em São Paulo e em festivais internacionais, como na Bolívia e na Bélgica. Entre os destaques, estão o Danzénica, FITAZ, Festival de Dança de Londrina, Dança à Deriva e Festival Internacional da Novadança.
Mulher Sem Fim. Foto: Paola Bertolini
Mulher Sem Fim é um espetáculo multiartístico e multilíngue, criado e dançado por Andréia Nhur, em criação colaborativa com Paola Bertolini e os grupos sorocabanos Pró-Posição Dança e Katharsis Teatro. No solo, figuras históricas de mulheres são representadas por gestos, cantos e textos da artista. Entre outras referências, são levados à cena fragmentos de Emma Bovary, Lady Macbeth, Carmen Miranda e Dadá, a cangaceira. Constituído por pequenos quadros narrativos, a obra propõe uma reflexão sobre a construção cultural da mulher no aspecto social, afetivo e subjetivo. As apresentações desta temporada são gratuitas e acontecem de 17 a 20 de abril (quinta a sábado, 20h; e domingo, 19h), no Centro Cultural São Paulo.
O trabalho anuncia relações corpóreas e sonoras sobre construção do feminino, opressão, liberdade, loucura, devaneio, poder, resistência e infinitude, por meio de uma proposta estética que mistura dança contemporânea, teatro, música e performance. A estrutura cênica se ancora na fisicalidade e na vocalidade, trazendo questões femininas e feministas em movimento intermitente.
Tangenciando as narrativas críticas da opressão e fracasso do corpo feminino diante do patriarcado, o solo abre frestas para uma outra abordagem: não se trata de uma peça-denúncia, mas de uma peça-dança-multilíngue enunciada por um corpo que constrói e destitui exaustivamente sua cisgeneridade para dar vasão a leituras e reflexões abertas sobre a condição feminina.
A peça propõe um corpo constantemente trespassado por ecos de mulheres presentes nas memórias de diversas culturas, traçando uma dramaturgia de transformação corpórea. Em constante transformação, a artista desenha e apaga sua própria condição de gênero, por meio de citações de outras mulheres.
“São várias narrativas que se encerram e chegam nas outras”, sintetiza Andréia, reforçando no entanto que o que conduz "Mulher Sem Fim" é a narrativa de mulheres vivendo nos limites do que suas culturas oferecem. Como definiu o crítico boliviano Mijail Zapata, “corpo e feminismo são os dois materiais que formam o canto de ‘Mulher Sem Fim’”.
Sinopse Curta
Mulher sem fim é uma peça multiartística que transita entre dança, teatro, música e performance para edificar um corpo constantemente trespassado por ecos de mulheres presentes nas memórias de diversas culturas. De Madame Bovary a Lady Macbeth, passando por Carmen Miranda, o trabalho traça uma dramaturgia da transformação corpórea de uma performer que desenha e apaga sua própria identidade de gênero, por meio de citações de outras mulheres.
Sobre Andréia Nhur
Multiartista e professora no Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP. Tem graduação em Dança pela UNICAMP e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, com estágio doutoral no Departamento de Dança da Universidade de Paris 8 (França). Já se apresentou em festivais internacionais de dança, teatro e performance em Portugal, Bélgica, Argentina, Bolívia e Brasil, em solos e colaborações. Em suas últimas criações, está interessada nas relações entre movimento e voz como criadores de desenhos sonorocoreográficos.
Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios, entre os quais: Prêmios de Melhor Atriz no FITUB 2007 e 2013; Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela pesquisa em dança em 2013; Indicação ao Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor atriz em 2015; Prêmio de Melhor Atriz no FESTE 2013; Prêmio Denilto Gomes 2017 (Cooperativa Paulista de Dança) de melhor intérprete de dança; Indicação ao Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor espetáculo de dança em 2017. No cinema, protagonizou o curta-metragem “A sombra da terra” (premiado em mais de 80 festivais internacionais), ao lado de Paulo Betti, além de roteirizar, dirigir e atuar no curta “O cisne, minha mãe e eu”(exibido em mais de 6 países e premiado no Hollywood Indie Film Festival, Los Angeles Short Film Awards e Música em Foco, entre outros).
Em 2020- 2021, foi professora visitante da Ghent University (Bélgica), com bolsa CAPES e desenvolveu pesquisa junto ao Departamento de Musicologia da UGent. Em 2023 e 2024, integrou o elenco do espetáculo Mutações (Prêmio Shell 2024), ao lado de Luís Melo, sob direção de André Guerreiro Lopes.
Apresentações e Festivais de Mulher sem fim
Circulação Paulista (Tatuí, TUSP Bauru, TUSP Ribeirão Preto, São Paulo e Sorocaba, 2023)
Mostra Mulheres que Inspiram -2022 (São José dos Campos)
Sesc Ribeirão Preto - 2022
Mostra Mulheres em Cena – 2021 (São Paulo)
Festival Internacional da Novadança -2021 (Brasília)
Destelheide Center -2020 (Dworp/Bélgica)
Mostra Uns e Outros – Curitiba - 2019 (Brasil)
Sesc Sorocaba – 2019 (Brasil)
FITAZ-Festival Internacional de Teatro de La Paz – 2018 (Bolívia)
Mostra Latino-Americana de Dança- São Paulo -2018 (Brasil)
Mostra Mirante na Dança – Botucatu- 2018 (Brasil)
Festival Internacional de Dança de Londrina – 2018 (Brasil)
Teatro da Universidade de São Paulo – São Paulo/2017 (Brasil)
Mostra Só Solos - São Paulo/2017 (Brasil)
Danzénica - Encuentro Internacional de Danza Contemporánea em La Paz - 2017 (Bolívia)
Ficha Técnica
Texto, Criação e Performance: Andréia Nhur
Colaboradores: Janice Vieira, Paola Bertolini e Roberto Gill Camargo
Iluminação: Roberto Gill Camargo
Produção e Fotos: Paola Bertolini
Assistente de produção: Fernando Vitor
Operação de luz: Felipe Fly Hirano
Serviço
Mulher Sem Fim
Temporada: 17 a 20 de abril de 2025, quinta a sábado, 20h; e domingo, 19h
Local: Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - Liberdade, São Paulo - SP, 01504-000)
Duração: 45 minutos
Classificação: Livre
Ingressos: Grátis (Chegar com 2h de antecedência e retirar na bilheteria do CCSP)
Assessoria de Imprensa - Pevi 56
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