[Crítica] Seus Ossos e Seus Olhos

Sinopse: João, cineasta de classe média, passa por uma série de encontros com pessoas como Irene, sua amiga de longa data; Álvaro, seu namorado; Matias, um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória.

O que achei? Dirigido, roteirizado e protagonizado por Caetano Gotardo, produzido e lançado em 2019 estreia agora nos cinemas brasileiros. O filme é uma mistura de obra performática, ficção e linguagem de documentário, mostrando a subjetividade de como se lembra dos acontecimentos da vida e cotidiano dos personagens.

O longa retrata em expressões corporais intensas e performáticas os sentimentos, relacionamentos e inquietudes dos personagens em narrativas não-lineares e com repetição de diálogos e cenas, mas com pequenas mudanças retratando essa subjetividade da memória.

As atuações do elenco são um bocado teatrais, o que faz sentido devido à linguagem performática do filme. Seus Ossos e Seus Olhos é um retrato intimista e em vários momentos o que importa são os diálogos e monólogos de João, onde ele expressa todas as suas emoções em uma conversa com si mesmo pelo celular.

Com o filme lançado no circuito nacional após a pandemia, os comentários e críticas sociais expressadas pelo elenco secundário tem uma perspectiva diferente, já que foi durante a pandemia que a intolerância, fanatismo e idolatria de momentos históricos como a ditadura aumentaram consideravelmente durante esse período.

Seus Ossos e Seus Olhos estreia hoje, dia 22 de junho, produzido pela Lira Cinematográfica e distribuído pela Descoloniza Filmes. 

Trailer:

 

Escrito por Michelle Araújo Silva

 


 

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